domingo, 1 de janeiro de 2012

O favorito do mês - Dezembro 2011


Escolha fácil e óbvia. O melhor do mês e do ano. Não que eu faça balanços, já perdi a paciência para isso, só se forem "balanços" para o futuro e isso são desejos.
Desejo ler sempre mais mas acima de tudo melhor, preciso de aprender a ler mais devagar para saborear e, acima de tudo, recordar.
Este ano li menos livros que no anterior, não faz mal, estou a crescer como leitora e, modéstia à parte, estou um bocadito mais exigente. quero livros mais profundos que obriguem a maior concentração e "puxem" (ainda) mais por mim.
"Abraço" marcou-me, é simplesmente brilhante...se calhar o melhor dos próximos meses e anos.
Um orgulho para a nossa belíssima língua portuguesa!
Se quiserem leiam aqui a minha opinião. Mas o melhor é mesmo lerem o livro!

sábado, 31 de dezembro de 2011

domingo, 18 de dezembro de 2011

José Luís Peixoto - Efeito Terapêutico III

Hoje li ao meu marido um pequeno abraço, um pequeno nada de um livro que é tudo, que me deixa mais feliz a cada página que viro...devagar...para que nunca mais acabe...de me abraçar...
"O Barulho que Sou" na página 199 emocionou o Gil de uma forma única. Viu-se a ele próprio naquela descrição, ouvia-me a ler de olhos fechados a vibrar com as palavras que podia  descrever uma fase da sua própria vida. É possível que Gil Cardoso e José Luís Peixoto já se tenham cruzado noutras andanças e noutras formas de fazer arte.
O Gil lê pouco mas nesta tarde de Domingo um dos mais brilhantes escritores de actualidade criou (mais) um ele entre nós.
Como um abraço!

sábado, 3 de dezembro de 2011

O favorito do mês - Novembro 2011


Este mês de Novembro li dois livros. Uma vergonha para as minhas habituais médias.
Mas porque no prazer não se deve correr, cada vez leio mais devagar mas melhor, alguns livros são mais longos, outros vou lendo aos pedacinhos. Este mês mantive um certo ritmo mas dispersei-me por alguns poemas do livro “Palavras Nossas” e claro, pelo “Abraço” do José Luís Peixoto.
“Abraço” é talvez o favorito, apesar de “ainda” estar na página 119. Estou a deliciar-me. Mas mantendo a lógica da coisa (não porque seja obrigatório mas porque me apetece), vou eleger um livro que li na totalidade, me encantou e deixou o desejo de conhecer a restante obra do autor: “O filho de mil homens” de Valter Hugo Mãe. Saibam porquê aqui.

Novos Habitantes - Novembro 2011


Novembro em grande!

terça-feira, 15 de novembro de 2011

José Luís Peixoto - Efeito Terapêutico


Ontem, depois de um dia cansativo, e em que muitas coisas são o oposto dos meus desejos, ler apenas o começo de "Abraço" levou-me para lá, para esse lugar em que os livros, os mesmo muito bons, me recuperam, animam e me fazem acreditar.

"Os livros, esses animais opacos por fora, essas donzelas. Os livros caem do céu, fazem grandes linhas rectas e, ao atingir o chão, explodem em silêncio. Tudo neles é absoluto, até as contradições em que tropeçam. E estão lá, aqui, a olhar-nos de todos os lados, a hipnotizar-nos por telepatia. Devemos-lhes tanto, até a loucura, até os pesadelos, até a esperança em todas as suas formas." (Pág.3).