sábado, 7 de abril de 2012

O Favorito do mês - Março 2011


A verdade, e ainda bem, é que cada vez leio mais livros que me agradam muito. A nível de quantidade ando a ler cada vez menos livros por mês, mas estou a tornar-me uma leitora mais calma a atenta, felizmente estou a "acalmar" e a apurar o gosto, eu acho (e eu espero). 
Mais um mês em que gostei de tudo o que li. Mas tenho de apontar com preferido o "Comboio para Budapeste", pelas emoções que me fez sentir e pela forma como ficou em mim e me marcou. Forte e cruel, consequentemente inesquecível. Recomendo muito e partilho abaixo a minha opinião:



domingo, 1 de abril de 2012

Novos Habitantes - Março 2012


Quatro livros novos! E dois já estão lidos ("A Zona de Desconforto" e "Em Busca do Carneiro Selvagem")! Nada mal...

Em Busca do Carneiro Selvagem - Haruki Murakami - Excertos


"- Alguma vez encontrou Deus?
 - Naturalmente. Falo com ele ao telefone todas as noites.
 - Desculpe? - comecei eu a dizer, mas às tantas já estava baralhado outra vez- - Se toda a gente desatasse a telefonar a Deus, haveria uma saturação de linhas e o número estaria sempre oucupado, como acontece com o serviço informativo a seguir à hora de almoço...
 - Isso não constitui motivo de preocupação. Deus é, por assim dizer, omnipresente. Por isso, mesmo que houvesse cem milhões de pessoas a ligar-lhe ao mesmo tempo, Deus falaria com todas elas.
 - Não estou muito dentro do assunto, mas tem a certeza que essa interpretação é ortodoxa? Quer dizer, do ponto de viste teológico?
 - Pode dizer-se que sou um radical. Por isso é que não frequento a Igreja.
 - Estou a ver." (pág. 159)

"- Quem me dera, também eu, partir em busca de qualquer coisa - confessou ele. - A verdade, porém, é que não saberia o que procurar. O meu pai, esse é uma caso diferente, uma vez que passou a vida inteira à caça de alguma coisa. ainda hoje , de resto, continua obececado com essa ideia. Desde pequeno que me lembro de ouvir contar, da boca dele,, histórias sobre um carneiro branco que lhe aperecia em sonhos. Por isso, convenci-me sempre de que era necessário ir à procura de alguma coisa que desse verdadeiro significado à nosa vida. É isso a vida, pensei. Uma busca permanente." (pág. 240)

domingo, 25 de março de 2012

Comboio para Budapeste - Dacia Maraini


"A minha mãe está a dar mostras de uma coragem que eu não esperava. ao passo que o meu pai parece desesperado. Não consegue perdoar-se por não ter ficado em Rifredi. Passa metade do tempo na cama. O tio Eduard foi deportado no mesmo comboio que nós e não sabíamos. Anda pelo gueto a apanhar beatas. Mas diz que se encontram muito poucas agora. Não há dinheiro para cigarros. O que mais me contraria é ter perdido os livros. Tinha mais de cem. A maior parte deles ficou na casa da Schulerstrasse em Viena. Não consegui trazer comigo mais de três ou quatro que enfiei na mala no último momento. Quase ao acaso. Agora leio-os e releio-os: Dickens, Grandes Esperanças, Pinóquio e Os Sofrimentos do Jovem Werther." (pág. 60)

sábado, 10 de março de 2012

O favorito do mês - Fevereiro 2011



Mais um mês em que o número de livros lidos foi de apenas 3, mas que, mesmo assim teve alguma variedade. As mais de 600 páginas de "A Vida Secreta das Princesas Árabes" tomou-me a maior parte do tempo de leitura, e revelou-se um dos relatos reais mais interessantes que já li. Por vezes chocante e cruel, longo e por isso mais perturbador, este conjunto de três livros antes editados em separado, conquistou-me e dificilmente o esquecerei.
Decidi ir opinando há medida que a leitura progredia:



domingo, 26 de fevereiro de 2012

A Invenção de Hugo Cabret


Um livro que tenho cá em casa há uns dois anos e cuja leitura nunca concluí. Porque não quis. Porque é tão lindo que não quis nunca terminar, porque faz sonhar como um filme, é um livro que é quase um filme.
Agora que vi o filme estou em estado de encantamento! É a verdadeira magia do cinema inspirada num livro que já de si é mágico!
Eu cá continuarei a folhear este livro, aos bocadinhos, sem nunca chegar ao fim…