quarta-feira, 25 de abril de 2012

Feira do Livro de Lisboa 2012 - primeira visita


Começou!!!
Eu juro que só lá fui para ver. Mas os livros do dia, tentadores como só eles, deram-me cabo dos planos.
O do Pepetela foi num alfarrabista, está em excelentes condições.

Perguntei em várias editoras quando começa a Hora H. Cada um dá uma informação diferente. É esperar para ver.


sábado, 14 de abril de 2012

Passatempo "O Circo dos Sonhos" - Booktrailer


Está a decorrer no planetamarcia um passatempo para o livro "O Circo dos Sonhos", lançado esta semana pela Civilização Editora. Quanto mais sei sobre este livro mais me interessa e fascina. Partilho o booktrailer que acho lindo.
Saibam como participar aqui.

segunda-feira, 9 de abril de 2012

As Horas Distantes - Kate Morton - Excertos


"Fui eu que a voltei a encontrar, ajoelhada em frente a uma casa de bonecas pela qual já tínhamos passado. Era alta e escura, assim me recordo,com muitas escadas e um sótão ao longo de toda a casa. Não explicou o que a levara a voltar ali, dizendo somente: "Existem lugares mesmo assim, Edie. Casas verdadeiras com pessoas verdadeiras a viver lá dentro. Consegues imaginar?" Um espasmo no canto dos lábios e prosseguiu, numa recitação melodiosa, suave e lenta: "Paredes antigas que entoam as horas distantes". (pág. 63)

"Percy enroscou-se de lado e levou um ouvido ao chão, escutando tal como o papá lhe mostrara. A família, o seu lar, tinham sido construídos em alicerces de palavras, dissera vezes sem conta: a árvore genealógica ligava-se por meio de frases em vez de ramos. Camadas de pensamentos expressos tinham-se infiltrado na terra dos jardins do castelo de modo que poemas e peças, prosa e tratados políticos sempre lhe segredariam quando ela precisasse. Antepassados que nunca conhecera, que tinham vivido e morrido antes do seu nascimento, deixaram palavras, palavras, palavras que conversavam umas com as outras, com ela, desde o túmulo, por isso nunca se iria sentir sozinha, nunca estaria só." (pág. 251)

sábado, 7 de abril de 2012

O Favorito do mês - Março 2011


A verdade, e ainda bem, é que cada vez leio mais livros que me agradam muito. A nível de quantidade ando a ler cada vez menos livros por mês, mas estou a tornar-me uma leitora mais calma a atenta, felizmente estou a "acalmar" e a apurar o gosto, eu acho (e eu espero). 
Mais um mês em que gostei de tudo o que li. Mas tenho de apontar com preferido o "Comboio para Budapeste", pelas emoções que me fez sentir e pela forma como ficou em mim e me marcou. Forte e cruel, consequentemente inesquecível. Recomendo muito e partilho abaixo a minha opinião:



domingo, 1 de abril de 2012

Novos Habitantes - Março 2012


Quatro livros novos! E dois já estão lidos ("A Zona de Desconforto" e "Em Busca do Carneiro Selvagem")! Nada mal...

Em Busca do Carneiro Selvagem - Haruki Murakami - Excertos


"- Alguma vez encontrou Deus?
 - Naturalmente. Falo com ele ao telefone todas as noites.
 - Desculpe? - comecei eu a dizer, mas às tantas já estava baralhado outra vez- - Se toda a gente desatasse a telefonar a Deus, haveria uma saturação de linhas e o número estaria sempre oucupado, como acontece com o serviço informativo a seguir à hora de almoço...
 - Isso não constitui motivo de preocupação. Deus é, por assim dizer, omnipresente. Por isso, mesmo que houvesse cem milhões de pessoas a ligar-lhe ao mesmo tempo, Deus falaria com todas elas.
 - Não estou muito dentro do assunto, mas tem a certeza que essa interpretação é ortodoxa? Quer dizer, do ponto de viste teológico?
 - Pode dizer-se que sou um radical. Por isso é que não frequento a Igreja.
 - Estou a ver." (pág. 159)

"- Quem me dera, também eu, partir em busca de qualquer coisa - confessou ele. - A verdade, porém, é que não saberia o que procurar. O meu pai, esse é uma caso diferente, uma vez que passou a vida inteira à caça de alguma coisa. ainda hoje , de resto, continua obececado com essa ideia. Desde pequeno que me lembro de ouvir contar, da boca dele,, histórias sobre um carneiro branco que lhe aperecia em sonhos. Por isso, convenci-me sempre de que era necessário ir à procura de alguma coisa que desse verdadeiro significado à nosa vida. É isso a vida, pensei. Uma busca permanente." (pág. 240)

domingo, 25 de março de 2012

Comboio para Budapeste - Dacia Maraini


"A minha mãe está a dar mostras de uma coragem que eu não esperava. ao passo que o meu pai parece desesperado. Não consegue perdoar-se por não ter ficado em Rifredi. Passa metade do tempo na cama. O tio Eduard foi deportado no mesmo comboio que nós e não sabíamos. Anda pelo gueto a apanhar beatas. Mas diz que se encontram muito poucas agora. Não há dinheiro para cigarros. O que mais me contraria é ter perdido os livros. Tinha mais de cem. A maior parte deles ficou na casa da Schulerstrasse em Viena. Não consegui trazer comigo mais de três ou quatro que enfiei na mala no último momento. Quase ao acaso. Agora leio-os e releio-os: Dickens, Grandes Esperanças, Pinóquio e Os Sofrimentos do Jovem Werther." (pág. 60)