domingo, 2 de dezembro de 2012
Novos Habitantes - Novembro 2012
Três livrinhos novos, dois já estão lidos. A minha descoberta de Mário Zambujal (tarde, eu sei) e o prazer de ler Mario Vargas Llosa! A Lesley Pearse está à espera...
domingo, 25 de novembro de 2012
Sessão do Clube de Leitura - Tema "Cheiros"
Na passada quarta-feira, dia 21 de Novembro, participei em mais uma sessão do Clube de Leitura, projeto a que me decidi juntar. Ler em voz alta é uma experiência nova para mim. Está a ser diferente, divertido e enriquecedor.
O tema desta sessão foi "Cheiros" e li um texto escrito por mim, que aqui partilho.
Deixo também uma foto dos presentes neste dia e o link do blogue do Clube que convido a visitas regulares.
O tema desta sessão foi "Cheiros" e li um texto escrito por mim, que aqui partilho.
Deixo também uma foto dos presentes neste dia e o link do blogue do Clube que convido a visitas regulares.
Cheiros
"Tema fácil. Foi o que pensei quando soube o tema para
mais uma sessão do Clube de Leitura. Há com certeza muitos livros de onde posso
retirar excertos adequados.
Pensei em “O Perfume” de Patrick Süskind, um dos livros
que mais estimulam a mente através do nariz, não necessariamente pelo lado mais
agradável, mas achei que não seria a única a pensar nisso. E desisti.
Pensei em livros de viagens, pelos odores diferentes que
os novos ambientes nos fazem sentir; lembrei-me da Ásia, com flores e plantas
exóticas, com cheiros tão diferentes que, até hoje, só senti através de
descrições.
Adoro comer. Inevitavelmente pensei em livros de
culinária. Descrever uma receita talvez? Deixar o grupo a salivar imaginando o
cheirinho das mais apetitosas iguarias?
Depois surgiu-me. Do nada. Como se fosse óbvio e devesse
ter pensado logo neles. Nos livros. No cheiro dos livros.
Nada se compara ao cheiro de um livro novo. Quando se
abre pela primeira vez e as folhas fazem aquele barulhinho a separar-se.
Inevitavelmente encosto ao ouvido e aprecio. Ao mesmo tempo deixo que se
liberte o cheiro característico, fecho os olhos e imagino folhas contínuas de
livros na gráfica, a guilhotina, o produto final. O livro. Novo.
O cheiro dos livros usados ou mesmo velhos não é menos admirável.
Transmite a história das mãos por onde passaram, dos olhos que os leram, das
estantes que habitaram, das casas onde viveram. Observadores de vidas, de
discussões a cenas de amor, presentes nas casas de família ou no T0 de um
leitor solitário. Mais uma vez fecho os olhos, respiro fundo, e imagino o
caminho percorrido por um livro, e os percursos de entretenimento que as suas
palavras proporcionaram.
Agora fico triste. Por pensar que podem deixar de existir
livros e que não posso cheirar um e-book. Que bom que é deixar de ter problemas
de espaço físico para os arrumar, ou deixar de ter dores nas costas por os
carregar para todo lado. Mas que falta faz deixar de sonhar através do cheiro.
Do cheiro dos livros."
sábado, 24 de novembro de 2012
Original solução de D. Rigoberto para arrumação de livros
“Os quatro mil volumes
e as cem gravuras que possuo são números inflexíveis. Nunca terei mais, para
evitar a superabundância e a desordem, mas nunca serão os mesmos, pois ir-se-ão
renovando sem cessar, até à minha morte. O que significa que, por cada livro
que acrescento à minha biblioteca, elimino outro, e cada imagem – litografia,
madeira, xilografia, desenho, ponta-seca, mixed media, óleo, aguarela, etc. –
que se integra na minha colecção desaloja a menos favorecida das restantes. Não
lhe escondo que escolher a vítima é árduo e, às vezes, pungente, um dilema hamletiano
que me angustia dias, semanas, e que depois os meus pesadelos reconstroem. Ao
princípio, oferecia os livros e gravuras sacrificados a bibliotecas e museus públicos.
Agora queimo-os; daí a importância da chaminé” (Os Cadernos de Dom Rigoberto - pág.18)
quarta-feira, 14 de novembro de 2012
Pensamentos de um escritor
"Imaginar coisas era demasiado fácil para mim, era como dançar sobre uma fina camada de gelo, como fazer piruetas em cima de uma prancha frágil que vogasse num mar com milhares de metros de profundidade. Por debaixo da superfície, havia algo de escuro e frio a ameaçar-me." (Pág. 21)
"Em criança passei muito tempo sozinho. E fui passando mais horas sozinho à medida que fui crescendo. Adorava estar só, apreciava muito a meditação solitária. Com o passar do tempo, concentrei-me cada vez mais em imaginar enredos para livros, cinema e teatro." (Pág. 50)
"Construir enredos não passava de um hobbie, uma espécie de vício ou anomalia. Há quem colecione moedas ou selos. Eu colecionava as minhas próprias ideias" (Pág. 61)
Do livro "O Vendedor de Histórias" de Jostein Gaarder, que estou a ler.
A gostar muito!
domingo, 11 de novembro de 2012
O Pior Livro - a minha estreia
A convite do Miguel Chaíça do blogue N Livros, que costumo acompanhar, escrevi um texto com o meu parecer sobre um livro que considero mau. Para mim esta foi uma nova experiência que considero enriquecedora.
Falar mal, neste caso escrever, também é estimulante, e fez-me pensar que é importante reflectir sobre os pontos menos positivos de todos os livros, mesmo daqueles que considero muito bons ou de que gostei muito. Focar todas as perspectivas é importante para aguçar o espírito crítico, desenvolver a originalidade e escrever melhor.
Transcrevo abaixo o meu texto, já publicado aqui.
Falar mal, neste caso escrever, também é estimulante, e fez-me pensar que é importante reflectir sobre os pontos menos positivos de todos os livros, mesmo daqueles que considero muito bons ou de que gostei muito. Focar todas as perspectivas é importante para aguçar o espírito crítico, desenvolver a originalidade e escrever melhor.
Transcrevo abaixo o meu texto, já publicado aqui.
Não me é fácil eleger um livro como o pior que alguma vez
li. Simplesmente porque quando um livro não me interessa não o leio, deixo de
parte, sem qualquer preocupação ou culpa por não chegar à última página. Pensei
em escrever sobre um desses livros inacabados e desinteressantes que tenho
vindo a deixar pelo meio, ou por vezes quase no início. Mas não achei certo,
comecei a imaginar que um desses livros, umas páginas após o meu abandono,
pudesse tornar-se algo fantástico. Seria muito injusto fazer uma má avaliação
de um livro que, se eu tivesse insistido, me tivesse maravilhado e
surpreendido.
Então, para evitar essas injustiças e possíveis pesos na
minha consciência, decidi escrever sobre um livro que não gostei mas que li até
ao fim. O esforço foi grande e a desilusão ainda maior.
Já li vários livros do José Rodrigues dos Santos e
acho-os todos maus, apesar de alguns me terem proporcionado um certo
entretenimento. “O Sétimo Selo” é péssimo; é o meu eleito para esta “cantiga de
escárnio e maldizer”.
O meu interesse nesta leitura tem a ver com o tema – o
aquecimento global e o futuro do abastecimento energético, e com a promoção que
foi feita tendo como cenário a Antártida. Sinceramente achei que toda a ação do
livro decorresse na Antártida, pela capa do livro, mas principalmente pela
publicidade (enganosa) que foi feita com o próprio autor na Antártida.
Lembro-me que, na altura, houve inclusive um suplemento da revista Volta ao
Mundo com a viagem que o autor fez a esse ermo gelado para se inspirar na
escrita do livro.
A Antártida fascina-me muito e deixei-me levar por essa
ideia. Quando me apercebi que apenas seria feita uma curta referência inicial
senti-me enganada.
Depois foi ler 500 páginas em que o autor se repete ao
ponto de se tornar maçador, coloca informação “científica” de modo descabido –
senti-me como se estivesse a dar uma volta num parque e de repente caísse
dentro de uma enciclopédia, do nada surge excesso de informação trabalhada à
pressa e que só serve para encher.
Não posso deixar de referir os lugares-comuns, o exagero
de banalidades e cenas descritas sem a mínima envolvência literária. Um texto
cru, sem beleza, que não me proporcionou prazer na leitura.
Há também a referir o personagem deprimente, Tomás
Noronha, uma espécie McGyver tótó, que se safa das situações mais insólitas sem
que se perceba como, e ainda chateia com os seus problemas pessoais e
familiares.
Confesso no entanto a minha admiração pela capacidade de
produzir livros de José Rodrigues dos Santos. Penso que tem editado um livro
por ano, e todos com centenas de páginas, mantendo em paralelo uma atividade
profissional intensa. Há quem diga (quem é mesmo muito mau, muito pior do que
eu) que não é ele que os escreve, que existe uma equipa que faz toda a
investigação e põe os livros em marcha. Não é descabido se pensarmos um pouco
nisso mas sinceramente não me interessa. Não penso voltar a ler livros dele.
Maçador e desinteressante, este “O Sétimo Selo” é
possivelmente um dos grandes culpados por eu decidir abandonar algumas
leituras. Podem chamar-lhe trauma, mas a verdade é que com tantos livros para
ler não vale a pena perder tempo a fazer sacrifícios.
segunda-feira, 5 de novembro de 2012
O Favorito do mês - Outubro 2012
Escolha óbvia? Nem por isso. Apesar de gostar muito de Ken Follett, este mês houve outra leitura que me fez ponderar a decisão do favorito: "Verão sem Homens" de Siri Hustvedt.
No entanto, "O Inverno do Mundo" prevalece como favorito do mês, ou talvez até do ano. Gostei muito.
sábado, 3 de novembro de 2012
Novos Habitantes - Outubro 2012
Estantes oficialmente lotadas! Feliz mas preocupada. Procurando solução.
Falta um livro na foto: "O Último Minuto na Vida de S." de Miguel Real. Fora de casa por empréstimo.
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