domingo, 13 de janeiro de 2013

Falar de Livros!

Ontem, dia 12 de Janeiro, teve lugar o primeiro encontro de leitores na Biblioteca dos Olivais.

Um encontro que me deixou muito feliz, pois já há algum tempo que desejava participar num evento do género. Numa época em que as pessoas estão fisicamente cada vez mais distantes, foi muito bom falar e discutir presencialmente livros, leituras e demais experiências relacionadas.
Muito obrigada à Biblioteca do Olivais que nos acolheu num espaço muito agradável, com privacidade para darmos asas à nossa tertúlia.
E muito obrigada aos presentes. Aos amigos Renata, Fernanda, Cristina, Nuno, Isabel, Sónia, Paula e Jorge. O tempo passou a correr, a noite chegou e fomos “convidados” a ir embora. Caso contrário talvez a conversa durasse até agora.
Que o nosso entusiasmo se mantenha e aumente até ao(s) próximo(s) encontro(s).
Boas leituras a todos!

sábado, 12 de janeiro de 2013

A viagem única da leitura


"Assim, curiosamente, as viagens que até agora mais me enriqueceram o espírito nunca foram as que eu próprio fiz, mas aquelas alheias em que pela leitura participei como por procuração. E pouco se me dá que a minha visão do mundo, dos exotismos do mundo, seja desse modo quase toda emprestada. A viagem ideal? Atravessar a Índia com um bom livro sem sair da cama." (Tempo Contado, J. Rentes de Carvalho, pág. 104)

domingo, 6 de janeiro de 2013

O Favorito do mês - Dezembro 2012


Muito fácil a escolha do mês de Dezembro. Um livro brilhante. Llosa cada vez mais "apurado".  Um abençoado com o dom da escrita!
A minha modesta opinião aqui.

sábado, 5 de janeiro de 2013

Deixar de Ler


"Fui professora. Gosto de ler. Hoje menos, não me consigo concentrar. É triste quando deixamos de ler. É como desistir de viajar dentro de nós." (No Silêncio de Deus, Patrícia Reis, pág. 140)

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Novos Habitantes - Dezembro 2012


Treze livros! Um excelente mês para finalizar o ano de 2012.
Curiosamente só um destes foi presente de Natal. Já não tenho argumentos para me oferecerem livros. "Tens tantos" ou "Não sei que livro te oferecer" e ainda "O mais certo é dar-te um livro que já tens" é o género de frases que mais ouço.
Uma das mais brilhantes deste ano foi "Dou-te sempre livros, desta vez decidi comprar outra coisa", isto vindo de uma pessoa que me deve ter dado uns dois livros...
A verdade é que só quem gosta de livros é que sabe como são sempre um presente bem vindo e nunca são demais!

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

O Anti-balanço



Todos os anos, pelo final do ano, são divulgados inúmeros balanços, relatórios, pontuações e demais listas acerca de quase tudo o que de relevante se passou no ano que finda.
No meu caso estou mais atenta ao que se diz e escreve sobre livros. E muita coisa se relata. Nos blogues de livros é comum o balanço do número de livros lidos e as expetativas do número de livros a ler no ano prestes a começar. Depois há o ranking dos livros melhores, o favorito do ano e os que se lhe seguem.
Não é que ache mal e não pretendo opinar sobre tais descrições, eu própria já as fiz em anos anteriores. Mas este ano estou farta dessas contagens, pura e simplesmente não me apetece contar ou medir o número de palavras que li. Na verdade, este ano foram muitas as que deixei de ler, pelos vários livros que não concluí. Eliminei a culpa do livro inacabado, o peso na consciência de não ter levado uma leitura até ao fim. Se não me interessa deixo de lado, se não me emociona desisto. Há tantos livros bons à espera de serem lidos, que o tempo me ensinou a evitar torturas desnecessárias. O tempo que já passou e também o tempo que há-de vir, que não quero encurtar com leituras perdidas.
Gosto de poder dizer que li 52 livros num ano. Dá uma média de 1 livro por semana, o que me parece muito bom para quem, como eu, tem uma atividade profissional exigente e completamente descontextualizada dos livros. Sinto-me feliz por, mais um ano passado ter ultrapassado essa marca. Li pouco mais de 52 mas para mim é muito bom, não vale a pena empreender projetos megalómanos que só iriam acabar por me enlouquecer de frustração. Certamente iria acabar por ler à pressa esquecendo que o objetivo da leitura é enriquecimento interior, e não uma maratona ou competição com números de que acabaria por me tornar escrava.
Assim, em 2013, quero ler. Apenas ler com prazer e gosto livros que me marquem e façam feliz, livros que me ensinem e façam questionar. Quero ignorar rótulos e ler o que der vontade, de livros premiados a romances da treta, desde que cada virar de página me faça feliz.
Quero poder ler livros mais antigos, alguns que tenho na estante há anos e ainda não peguei porque se calhar cedo com facilidade a novidades, e me deixo levar por campanhas de marketing, capas bonitas e opiniões “exageradamente” boas. Fraquezas…afinal sou um ser humano.
Quero conhecer mais pessoas que gostem de livros, falar com elas e opinar, discutir e aprender. Descobrir novos autores. Ir a Feiras do Livro. Poder continuar a comprar livros, pelo menos de vez em quando, que só quem conhece este amor aos livros sabe a sensação de sair de uma livraria de mãos a abanar…
Quero ler melhor, em voz alta e em público, perdendo a vergonha e adquirindo técnica. E, acima de tudo, divertir-me ao fazê-lo. Por isso faço parte deste fantástico Clube de Leitura e desejo continuar.
E escrever. Escrever sobre livros, encher uma folha em branco de tudo o que senti ao ler um livro. O meu pequeno tributo escrito a esse objeto que me preenche enquanto leio, e que povoa a minha mente e os meus pensamentos mesmo nas horas que não estou a ler.
Quero ler sempre mais mesmo que o número de livros lidos seja cada ano menos. O que importa é o que fica, o que passa a fazer parte de mim.

domingo, 23 de dezembro de 2012

O que é a cultura hoje?


"A cultura pode ser experimentação e reflexão, pensamento e sonho, paixão e poesia e uma revisão crítica constante e profunda de todas as certezas, convicções, teorias e crenças. Mas ela não pode afastar-se da vida real, da vida verdadeira, da vida vivida, que nunca é a dos lugares-comuns, a do artifício, do sofisma e do jogo, sem o risco de se desintegrar. Posso parecer pessimista, mas a minha impressão é que , com uma irresponsabilidade tão grande como a nossa irreprimível vocação para o jogo e a diversão, fizemos da cultura um desses vistosos mas frágeis castelos construídos sobre a areia que se desfazem ao primeiro golpe de vento." (Pág. 70)