domingo, 15 de dezembro de 2013

Fazer o que se gosta


"Só uma escolha importa: a de fazer o que nos apraz. As outras não passam de deserções." (Os Anjos Morrem das Nossas Feridas, de Yasmina Khadra, Pág.310)

sábado, 7 de dezembro de 2013

A leitura alimenta quem?


"Os livros têm uma das características fundamentais dos seres vivos: reproduzem-se (como qualquer bibliófilo sabe), quando não estamos a olhar para eles. Precisam de ser alimentados pela leitura ou acabarão por morrer inanes.” (Enciclopédia da Estória Universal - Recolha de Alexandria, De Afonso Cruz, Pág. 93)

domingo, 17 de novembro de 2013

A sabedoria do silêncio


“- Como não falas, ouves mais. Isso é que faz a sabedoria. Os homens deviam ser mudos até certa altura e depois rebentavam. Seria uma coisa ensurdecedora. Um homem explodir toda a sabedoria que havia acumulado durante uma vida.” (Para onde vão os guarda-chuvas, de Afonso Cruz, Pág. 154)

domingo, 10 de novembro de 2013

sábado, 2 de novembro de 2013

O culto do livro


"Dos diversos instrumentos do homem, o mais assombroso é, indubitavelmente, o livro. Os outros são extensões do seu corpo. O microscópio e o telescópio são extensões da vista; o telefone é o prolongamento da voz; seguem-se o arado e a espada, extensões do seu braço. Mas o livro é outra coisa: o livro é uma extensão da memória e da imaginação. Em «César e Cleópatra» de Shaw, quando se fala da biblioteca de Alexandria, diz-se que ela é a memória da humanidade. O livro é isso e também algo mais: a imaginação. Pois o que é o nosso passado senão uma série de sonhos? Que diferença pode haver entre recordar sonhos e recordar o passado? Tal é a função que o livro realiza. (...) Se lemos um livro antigo, é como se lêssemos todo o tempo que transcorreu até nós desde o dia em que ele foi escrito. Por isso convém manter o culto do livro. O livro pode estar cheio de coisas erradas, podemos não estar de acordo com as opiniões do autor, mas mesmo assim conserva alguma coisa de sagrado, algo de divino, não para ser objeto de respeito supersticioso, mas para que o abordemos com o desejo de encontrar felicidade, de encontrar sabedoria" (Jorge Luís Borges, in "Ensaio: O Livro)