sábado, 1 de março de 2014
O Favorito do mês - Fevereiro 2014
Quanto mais se lê mais difícil é encontrar um livro que marque profundamente. Em Fevereiro encontrei um dos livros da minha vida. Opinião aqui.
"Pior não era o lugar-comum, era que, quando o comum se torna lugar, a gente acomoda-se, instala-se, cria raízes pegajosas, nunca mais de lá sai. Era preciso evitá-los a todo o custo. (...) Não consentia que os mesmos adjectivos andasse incestuosamente casados com os mesmos substantivos.
Os areais imensos
As bases fundamentais
Os horizontes longínquos
Os banhos retemperadores
As árvores frondosas
O silêncio sepulcral...
Já não podia mais com o "grande manto branco" que era a neve, com os cataclismo que "deixam atrás de si um rasto de destruição". Gostava demasiado das palavras para permitir que elas se transformassem em cuspo (como dizia Sophia), repugnantes, viscosas, pouco higiénicas de tão usadas, a saírem da boca de toda a gente, Ou para as deixar tornarem-se estafadas, triviais, consensuais e neutras, de tanto usar e agitar." (Págs. 116 e 117)
domingo, 16 de fevereiro de 2014
O Mar
“O
mar é a mais líquida, a mais extensa e a mais habitada das metáforas.
Transparente, mas parece azul por reflexo do céu. Também pode ser verde,
depende das algas transportadas ou do grau de poluição. Tem os abismos do subconsciente,
a metamorfose contínua da superfície. Tem grutas e recifes de coral. Destroços
de naufrágios, despojos da humanidade a boiar. Às vezes, convulsiona-se,
outras, estagna-se. Erguem-se vagas que se elevam a dezoito metros de altura,
outras calmarias de tédio e sudação. Em poucos minutos ensaia-se uma tempestade,
emissária das fúrias dos deuses, depois tudo se dissipa como uma bruma
imponderável. Recomeça sempre, ondulação sem repouso, em cada onda um reinício
do ciclo eterno, com a cadência de um verso. Tudo transita, tudo recomeça, tudo
se dissolve, tudo se funde na ambivalência. É povoado por excêntricas
criaturas, cardumes, espécies comedoras e espécies comidas, anémonas, medusas,
crustáceos, florestas submarinas, sereias, baleias gigantes. É navegada por
Caronte, Jonas devorado pela baleia e depois vomitado, por Ulisses, Calipso e
outros argonautas. O mar é literariamente arável.”
"Que Importa a Fúria do Mar", Ana Margarida de Carvalho, Pág. 137
sábado, 8 de fevereiro de 2014
O Favorito do mês - Janeiro 2014
"À Espera de Moby Dick" foi uma leitura inesperada, um livro que nem conhecia, mas que de imediato tive vontade de ler. Gostei tanto que decidi assinalá-lo como o melhor de Janeiro. O que escrevi sobre este livro aqui.
domingo, 2 de fevereiro de 2014
Novos Habitantes - Janeiro 2014
Sete livros novos em Janeiro e quatro já lidos. "Um Aprazível suicídio em Grupo" e "as primeiras coisas" também chegaram este mês mas já andam a rodar.
domingo, 19 de janeiro de 2014
Frases para guardar em 2014
Resoluções de Ano Novo e balanços de anos passados não são
comigo. O que está lido está lido, foi bom muito obrigada. Mas o melhor livro é
sempre o próximo, assim espero, por isso quero ler sempre mais.
Mas não resisti a esta ideia da Cris do Efeito dos Livros,
também membro da Roda dos Livros. Coleccionar num frasco as melhores frases dos
livros lidos durante este ano. Este é um projecto que já está em prática e
espero ver o meu frasco bem cheio. No final pretendo dá-lo a quem tenha
curiosidade de ler os meus sublinhados. Talvez trocar de frasco com alguém que
tenha a mesma ideia. Na verdade tenho alimentado o desejo de chegar ao fim do
ano e fazer um post com os frascos da Roda dos Livros. Amigos da Roda, aceitam
o desafio?
Para quem nunca alinha em resoluções, balanços e afins não
está mal!
quarta-feira, 1 de janeiro de 2014
Novos Habitantes - Dezembro 2013
Mais um grande mês para novos livros, o Natal ajudou. Começa um novo ano. Talvez reduzir as entradas, reduzir as pilhas de livros por ler e aumentar as estantes.
Bom ano de 2014, cheio de excelentes leituras.
Subscrever:
Mensagens (Atom)






