domingo, 8 de fevereiro de 2015
O Favorito do mês - Janeiro 2015
Janeiro de descobertas boas. Este livro é uma delas. Surpreendente. Um grande passo para uma primeira obra. A minha opinião aqui.
domingo, 1 de fevereiro de 2015
sábado, 31 de janeiro de 2015
Rosa Montero na Bertrand do Chiado
Quem gosta de livros gosta de assistir a lançamentos de
livros. É uma oportunidade de observar autores que admiramos, ter contacto real
com alguém que só nos chega através dos livros. No dia 29 de Janeiro Rosa
Montero apresentou o seu livro “A ridícula ideia de não voltar a ver-te” na
Bertrand do Chiado. Fui vê-la e ouvi-la.
Apenas tinha lido um livro da autora, “Instruções para salvar o mundo”, que adorei e me deixou o desejo de conhecer a sua obra. Uma
mulher surpreendente, cuja escrita já me tinha “feito mossa” (os livros são possivelmente
o único campo em que, alguns de nós, leitores, gostam de levar porrada), chegou
com facilidade ao público que, extasiado, escutou o que há para descobrir em “A
ridícula ideia de não voltar a ver-te”. E, lendo nas entrelinhas das palavras
desta admirável comunicadora, também um pouco do que pode ser o pensamento, as
paixões, o processo criativo de uma escritora fabulosa. E, claro, tudo aquilo
que imaginamos poder ser verdade, ficando naquele limbo da expectativa e da
ingenuidade que eu gosto de preencher com imaginação.
Agarrei-me de imediato ao livro, no metro de regresso a casa,
lendo repetidamente as primeiras frases, pujantes de verdadeiras, duras, como a
morte. Um livro sobre a vida, ao qual me estou a entregar com prazer.
Deixo uma amostra de fotos, pedindo desculpa pela fraca
qualidade, mas apenas para ilustrar a força de quem enfrenta de pé uma sala
cheia, com convicções na ponta da língua, respondendo (ou não) às perguntas sem
vacilar. Admirável.
sábado, 17 de janeiro de 2015
Uma semana de Kobo
Livros novos no Kobo. Uma maravilha. Continuo a
espantar-me quando penso que, num objecto tão pequeno e leve, trago mais de vinte
livros. Coisa pouca que a maquineta leva uns mil livros. A mim vinte já me
surpreende, não os conseguiria transportar a todos na mala, e considerando que
tenho verdadeiros calhamaços na caixinha, livros com mais de seiscentas
páginas.
Para ler em qualquer lado, aproveitando todos os
instantes. Mas não é um livro. É bem pensado e satisfaz o leitor compulsivo, e
também o indeciso que não sabe o que ler a seguir e pode escolher entre uns
quantos com toques digitais. Mas não é um livro. Prático. Moderno. Mundano. Mas
não é um livro.
E depois há os sublinhados e os apontamentos nos cantos
das páginas dos significados das palavras novas e do que mais se quiser. Sim,
no Kobo também dá. Mas o pegar no lápis perde-se. E o som do lápis a percorrer
a folha? Aquele apontamento instantâneo que não se pode deixar fugir? E o cheirinho a
carvão? E claro, o cheiro dos livros.
Esta tarde, acomodada no meu canto de leitura, após uma
semana a ler no Kobo, senti que me faziam falta as páginas. Saudades de sentir
um livro nas mãos, andar páginas atrás e à frente com facilidade física e
sentir a familiaridade de um companheiro de sempre. E foi como se estivesse a
trair todos os meus livros, que me olhavam, desgostosos das estantes, lendo no
Kobo.
E há leituras para todas as ocasiões e locais. Se estava
a ler um e-book adaptável a qualquer circunstância, sem necessidade de grande
atenção ou silêncios, adequado para aproveitar qualquer pausa (mesmo que pouco
silenciosa), salas de espera, engarrafamentos ou transportes públicos, como se
quer de um aparelho como este, no silêncio do meu espaço transformou-se numa
leitura banal e pouco exigente. Uma sequência de linhas que compõem estórias.
Nada mais. Pouco para uma tarde de chuva, de chá quente e mantas, ambiente
literário exigente.
Inevitavelmente o tempo faz-nos leitores em constante
busca. Quando a mente está disponível alimento-a. Quando a concentração é
aceitável aumento os degraus da dificuldade, quero ler coisas que não são óbvias,
que envolvem esforço, que não percebo da primeira vez em que leio, e procuro
respostas, até perceber.
A culpa não é do Kobo. É que o tal livro, que me apeteceu
ler, está na estante física. E que bem que me souberam apenas trinta e sete
páginas de dificuldades.
O Meu Irmão, de Afonso Reis Cabral, na Comunidade de leitores Leya em grupo
Ler um livro em grupo e "conhecer" o seu autor. Os (excelentes) motivos que me levam às sessões mensais da Comunidade de leitores Leya em grupo. A 7 de Janeiro ouvimos Afonso Reis Cabral.
quinta-feira, 1 de janeiro de 2015
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