quarta-feira, 16 de abril de 2014

Cabine de Leitura na Praça de Londres


No dia 23 de Abril (Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor), será inaugurada na Praça de Londres, numa antiga cabine telefónica, uma mini biblioteca comunitária. Um sistema informal de empréstimo de livros em que o próprio interessado escolhe o livro que quer ler, anota o seu nome num papel, retira o livro, leva-o para casa e devolve-o ao fim de uns dias, deixando sempre um outro em sua substituição. 
Esta fantástica iniciativa procura estreitar laços comunitários, exercitar a cidadania, fomentar a leitura, sobretudo junto dos mais novos e promover o gosto pelos livros num espaço inesperado. Um modo criativo de “reciclar” livros e de os fazer circular, sem cobranças, multas ou prazos, assente na confiança.

A Cabine de Leitura ainda precisa de livros para conseguir disponibilizar maior variedade de leituras. Participem doando livros para a nossa (de todos) Cabine de Leitura!

Mais informações em: Cabine de Leitura Facebook

O Favorito do mês - Março 2014


GENIAL!

domingo, 6 de abril de 2014

Novos Habitantes - Março 2014


E em e-book: "Combateremos a Sombra", de Lídia Jorge, e "Até ao fim do mundo, de Maria Semple.

domingo, 2 de março de 2014

sábado, 1 de março de 2014

O Favorito do mês - Fevereiro 2014


Quanto mais se lê mais difícil é encontrar um livro que marque profundamente. Em Fevereiro encontrei um dos livros da minha vida. Opinião aqui.

"Pior não era o lugar-comum, era que, quando o comum se torna lugar, a gente acomoda-se, instala-se, cria raízes pegajosas, nunca mais de lá sai. Era preciso evitá-los a todo o custo. (...) Não consentia que os mesmos adjectivos andasse incestuosamente casados com os mesmos substantivos.
Os areais imensos
As bases fundamentais
Os horizontes longínquos
Os banhos retemperadores
As árvores frondosas
O silêncio sepulcral...
Já não podia mais com o "grande manto branco" que era a neve, com os cataclismo que "deixam atrás de si um rasto de destruição". Gostava demasiado das palavras para permitir que elas se transformassem em cuspo (como dizia Sophia), repugnantes, viscosas, pouco higiénicas de tão usadas, a saírem da boca de toda a gente, Ou para as deixar tornarem-se estafadas, triviais, consensuais e neutras, de tanto usar e agitar." (Págs. 116 e 117)

domingo, 16 de fevereiro de 2014

O Mar


“O mar é a mais líquida, a mais extensa e a mais habitada das metáforas. Transparente, mas parece azul por reflexo do céu. Também pode ser verde, depende das algas transportadas ou do grau de poluição. Tem os abismos do subconsciente, a metamorfose contínua da superfície. Tem grutas e recifes de coral. Destroços de naufrágios, despojos da humanidade a boiar. Às vezes, convulsiona-se, outras, estagna-se. Erguem-se vagas que se elevam a dezoito metros de altura, outras calmarias de tédio e sudação. Em poucos minutos ensaia-se uma tempestade, emissária das fúrias dos deuses, depois tudo se dissipa como uma bruma imponderável. Recomeça sempre, ondulação sem repouso, em cada onda um reinício do ciclo eterno, com a cadência de um verso. Tudo transita, tudo recomeça, tudo se dissolve, tudo se funde na ambivalência. É povoado por excêntricas criaturas, cardumes, espécies comedoras e espécies comidas, anémonas, medusas, crustáceos, florestas submarinas, sereias, baleias gigantes. É navegada por Caronte, Jonas devorado pela baleia e depois vomitado, por Ulisses, Calipso e outros argonautas. O mar é literariamente arável.” 
"Que Importa a Fúria do Mar", Ana Margarida de Carvalho, Pág. 137

sábado, 8 de fevereiro de 2014

O Favorito do mês - Janeiro 2014


"À Espera de Moby Dick" foi uma leitura inesperada, um livro que nem conhecia, mas que de imediato tive vontade de ler. Gostei tanto que decidi assinalá-lo como o melhor de Janeiro. O que escrevi sobre este livro aqui.